terça-feira, 16 de abril de 2013

DF: encontro reúne 700 líderes indígenas para discutir ameaças

Fonte: DCI

Preocupados com as propostas legislativas e do Poder Executivo que, a seu ver, constituem uma ameaça contra os direitos indígenas, representantes de povos de diversas etnias estão reunidos em Brasília, onde, entre esta segunda e a próxima sexta-feira, ocorre o Abril Indígena. A expectativa é reunir 700 líderes indígenas ao longo da semana. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização não governamental (ONG) ligada à Igreja Católica, o encontro é um dos mais importantes eventos anuais do segmento.
Este ano, a preocupação é chamar a atenção da sociedade para propostas em andamento no Congresso e que podem ameaçar direitos indígenas fundamentais, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende transferir para o Congresso Nacional a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas, quilombolas e de áreas de conservação ambiental.
Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou a criação de uma comissão especial para avaliar a PEC 215/2000, que trata do assunto. Para o movimento indigenista, a iniciativa é um retrocesso em relação aos direitos indígenas porque possibilita a revisão de demarcações de terras indígenas já homologadas. Outras proposições que, segundo o Cimi, prejudicam os povos indígenas são o Projeto de Lei (PL) 1610, de 1996, que aprova a exploração de recursos minerais em terras indígenas e a PEC 237, deste ano, que torna possível a concessão de terras indígenas a produtores rurais.
O movimento indigenista também tem manifestado preocupação em relação a iniciativas do Poder Executivo, como a publicação do Decreto 7.957, em março deste ano. Além de regulamentar a atuação das Forças Armadas na proteção ambiental, o decreto cria o Gabinete Permanente de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente, responsável por "integrar e articular as ações preventivas e repressivas dos órgãos e entidades federais em relação aos crimes e infrações ambientais na Amazônia Legal".
"Na prática, esse decreto significa a criação de um instrumento estatal para a repressão militarizada de toda e qualquer ação de comunidades tradicionais e povos indígenas que se posicionem contra empreendimentos que impactem seus territórios", avaliou o Cimi, em nota.
A organização também aponta como prejudicial aos interesses indígenas a Portaria Interministerial 419/11, que regulamenta a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Fundação Cultural Palmares, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) durante os processos de licenciamento ambiental de empreendimentos que possam causar interferências em terras indígenas, quilombolas ou áreas ou regiões de risco ou endêmicas para malária.

Agora o Centro Cultural Cartola é MUSEU DO SAMBA CARIOCA




O patrimônio nasce de uma idéia de pátria, pai, herança. O patrimônio cultural pode ser preservado mediante um conjunto de ações que garantam a sua permanência com os seus diversos valores e significados artísticos.  A nossa herança é aquilo que passa de geração para geração. Uma instituição que tem a finalidade de desenvolver conhecimentos, de salvaguardar a memória e de promover a educação e a cultura dos cidadãos, merece sempre ser reverenciada.
Com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e Localizado no bairro da Mangueira, o CENTRO CULTURAL CARTOLA agora conta com o Museu do Samba Carioca.  O museu tem a intenção de promover a educação patrimonial através de seu acervo, mergulhando na história das escolas de samba do Rio de Janeiro. Ele apresenta, entre outras, fantasias que remetem às alas mais tradicionais dentro das escolas; a variedade das matrizes do Samba Carioca de acordo com os parâmetros do IPHAN - Partido-Alto, Samba de Terreiro e Samba-Enredo. Ainda, mostra os principais instrumentos que compõem a bateria de uma Escola de Samba, além de uma sala de vídeo onde é exibido o documentário das Matrizes do Samba Carioca, na ocasião de oficialização do samba como patrimônio imaterial.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

6º edição do Encontro Nacional dos Estudantes de Museologia/VI ENEMU a


Apresentação

A 6º edição do Encontro Nacional dos Estudantes de Museologia/VI ENEMU acontecerá na Cidade Histórica e Monumento Nacional de Cachoeira/BA nas depêndencias da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) de 22 a 25 de agosto de 2013. Considerada uma das jóias do patrimônio brasileiro, com lindos casarões e igrejas com características do Barroco Tardio, Cachoeira também se destaca por ser um importante centro da cultura afro-brasileira, e até meados do século XIX era a cidade mais rica, populosa e uma das mais importantes cidades do Brasil, com uma ativa participação na vida política do Império. Em 1885, uma ponte metálica passou a ligar Cachoeira à cidade de São Felix, localizada à margem direita do Rio Paraguassu. Devido a sua intensa participação política, tornou-se conhecida como Cidade Heróica, pela coragem e audácia de seus filhos que lutaram pela Independência da Bahia e do Brasil, já no ano de 1971 recebeu como título de Cidade Monumento Nacional. A significativa presença de afrodescendentes em interação com europeus de variadas nacionalidades em Cachoeira durante o período escravista  é um dos fatores que originou a riqueza e diversidade da cultura popular, esta interação encontra-se presente no sincretismo religioso entre o Candomblé e o Catolicismo. Com o modelo multicampi, o local que abriga o curso de Museologia é o Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), no Quarteirão Leite Alves, antiga fábrica de charutos. Cachoeira é um Museu a Céu Aberto.
Mais sobre Cachoeira
Geograficamente define a região que contorna a Baía de Todos os Santos. Desde o início da colonização do país houve uma contribuição econômica por parte do Recôncavo através da produção açucareira, além do cultivo do fumo que tiveram mão de obra escravizada. Ainda se pode estar em contato com essa história através das fábricas de charutos que ainda hoje estão em atividade e das ruínas dos antigos engenhos, hoje fruto de estudos arqueológicos. Os trabalhadores trazidos da África muito contribuíram para a formação cultural da região, trazendo elementos como o samba de roda, o candomblé, a culinária e o idioma. O Recôncavo guarda um pedaço da nossa história, pedaço esse dissimulado, que dificilmente são abordados nas exposições dos nossos Museus.

Mais informações: 
http://www.ufrb.edu.br/vienemu/

Fonte: Comissão Organizadora 6° ENEMU

Edifício A Noite é tombado pelo Iphan



O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou  o tombamento do Edifício A Noite, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. A maioria absoluta dos conselheiros votou pela inclusão do prédio tanto no livro de tombo histórico quanto no livro de belas artes. Isso significa que o Edifício A Noite está protegido pelo seu valor histórico. A medida impede também que sejam realizadas modificações na estrutura física do edifício. A formalização do tombamento será feita nas próximas semanas.
Segundo a Agência Brasil, o edifício é considerado marco da modernidade do Rio de Janeiro, então capital brasileira. Foi o primeiro arranha-céu da América Latina, atração turística da cidade e um mirante que competia, em termos de atração, com o Pão de Açúcar e o Corcovado. Foi construído por um grande jornal da época, A Noite, e também sediou desde a fundação a mais importante emissora do país, a Rádio Nacional.
O prédio é um dos mais destacados exemplares da art déco, estilo arquitetônico característico de grande parte das edificações das décadas de 1920 a 1940 nas grandes cidades do mundo. Tem 22 andares e 102 metros de altura - o que corresponde a 30 andares de um edifício atual - está desocupado desde o final do ano passado, com a mudança, para outras instalações, da Rádio Nacional e da Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O edifício já é tombado pela prefeitura do Rio de Janeiro.

domingo, 14 de abril de 2013

Museu do Futebol realiza palestra sobre Desafios do Patrimônio Imaterial

Objetivo é entender a complexa tarefa de preservar memórias como os saberes, os modos de fazer, as formas de expressão, celebrações, danças e outras tradições
As novas práticas de pesquisas e documentação no campo do patrimônio cultural serão discutidas durante a palestra Desafios do Patrimônio Imaterial. O evento acontece no Auditório Armando Nogueira do Museu do Futebol, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, localizado no estádio do Pacaembu.

Compõe a mesa Antonio Arantes (consultor de projetos culturais e um dos criadores do Departamento de Antropologia da Unicamp) e José Guilherme Magnani (coordenador do Núcleo de Antropologia Urbana da USP - NAU/USP).

O objetivo da palestra é entender a complexa tarefa de preservar memórias como os saberes, os modos de fazer, as formas de expressão, celebrações, danças, lendas, músicas, costumes e outras tradições.

SERVIÇO
"Palestra Desafios do Patrimônio Imaterial" 
Dia 16, das 10h às 12h
Museu do Futebol - Auditório Armando Nogueira (Praça Charles Miller, s/n)
Evento gratuito
www.museudofutebol.org.br

sábado, 13 de abril de 2013

Capital celebra 287 anos, e museus comunitários fazem intercâmbios para lembrar identidades


Quantas cidades cabem em uma só? Milhares, em cada rua, esquina. São famílias, registros, relatos, tantos Josés e Marias que compõem toda poética deste local, que aparenta ser tão moderno, novo. Na semana em que Fortaleza comemora 287 anos de fundação, catalogamos diversas experiências que tentam manter vivas as memórias e identidades múltiplas, como os museus comunitários nos bairros. A mesma cidade que hoje derruba casarões é a que tenta trazer à tona o passado, fotos e causos.

O Instituto Lamparina realizou, no Pirambu, intercâmbio com moradores de Antônio Bezerra para a criação de um. Ponto de Memória na comunidade. O objetivo é trazer à tona a memória das periferias Foto: Waleska Santiago

Quando o dinamismo urbano e a velocidade das informações torna tudo caduco, essa é a hora de olhar para trás, guardar cada década a fim de não se perder no futuro, sem raiz. Nesta Fortaleza de mudanças, rupturas e novas construções, diversos agentes seguem hoje preocupados com o velho, como guardá-lo.

Daí, a existência de projetos como o Memória Viva do Pirambu (que mantem hoje um vasto memorial sobre o bairro); Museu Comunitário do Grande Bom Jardim e também o Centro de Cultura do bairro Antônio Bezerra, a Associação André Carnaúba (Pseudônimo de Antônio Bezerra na Padaria Espiritual).

Fonte: Sobral Cultural

sexta-feira, 12 de abril de 2013

UFRN implantará curso de Museologia no campus de Caicó

Fonte: CeresCaico

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), através da comissão responsável pela elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP), cria uma graduação: bacharelado em Museologia. O curso vai ser implantado no Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), localizado em Caicó, abrigado no Departamento de História.
A discussão sobre a criação do curso no estado teve início a partir do evento de comemoração ao último Dia do Museólogo, ocorrido na UFRN em 18 de dezembro de 2012, promovido pelo Museu Câmara Cascudo (MCC) da UFRN, em parceria com a Coordenadoria de Cultura, Memória, Documentação e Museu da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), com o objetivo discutir sobre a relevância da formação de mais profissionais da área.
A proposta saiu durante a mesa-redonda “A importância da criação do curso de Museologia na UFRN como contribuição para o fortalecimento das ações museológicas frente ao patrimônio do Rio grande do Norte”.
Para a museóloga do MCC Joana Flores, natural e graduada na Bahia, a criação do curso de museologia no RN é um passo importante para o reconhecimento da profissão, em especial pelo fato de atualmente haverem poucos profissionais com essa formação no RN.
Autor: Robson Pires | Fonte: