segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Lançamento do Livro Gestão de museus, um desafio contemporâneo: diagnóstico museológico e planejamento

Livro: Gestão de museus, um desafio contemporâneo:  diagnóstico museológico e planejamento


Autora: Manuelina Maria Duarte Cândido

Editora Medianiz


Livro: Gestão de museus, um desafio contemporâneo: diagnóstico museológico e planejamento

Editora Medianiz

Um dos grandes desafios da Museologia contemporânea é a gestão de museus e, pensando nela, a elaboração de um diagnóstico adequado ao planejamento é fundamental. Com essa afirmação e experiência na área, a professora Manuelina Maria Duarte Cândido apresenta, em Gestão de museus, um desafio contemporâneo: diagnóstico museológico e planejamento, os resultados da força do diagnóstico museológico como um instrumento necessário à qualificação dos museus. Seu ponto de partida é a reflexão sobre a conexão profunda entre teoria e a prática na gestão de museus, concluindo que os desafios maiores são a sistematização dos diagnósticos para a gestão e o planejamento; o desvendamento do possível descompasso entre teoria museológica e as práticas nos museus; e a dificuldade em fixar os mesmos parâmetros diagnósticos para instituições tão diferentes.

Na circunstância em que os museus brasileiros se preparam para atender ao Estatuto de Museus, e a elaboração de seus planos museológicos até 2014, é muito oportuna a indicação das diretrizes trazidas no livro Gestão de museus, um desafio contemporâneo: diagnóstico museológico e planejamento. Organizado em cinco capítulos, nele o leitor encontrará a trajetória dos museus e da Museologia, exemplos de avaliações museológicas, vasta bibliografia, um rico levantamento de diagnósticos feitos em diversas instituições e uma matriz para ser aplicada nos diagnósticos museológicos e planejamentos institucionais.

Lançamento e autógrafos:
Rio de Janeiro - 23ª Conferência Geral do ICOM (10 a 17/8) - dia 12/8, às 12h30
São Paulo - I SINPEM (2 a 5/9) - dia 2/9, às 19h, na Pinacoteca de São Paulo
www.medianiz.com.br contato@medianiz.com.br


Fonte: Editora Medianiz

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Resposta do IBRAM aos Estudantes



Olá Amig@s,


Segue em o link que está disponibilizado a carta resposta do Presidente do IBRAM Ângelo Oswaldo, abaixo o corpo da mensagem.
Peço que postem seus comentários.

Aproveitamos para agradecer os estudantes Jorge Martins e Tony Boita que se empenharam em conseguir pautas dos estudantes de todo o Brasil.
As Museólogas Marijara Queiroz e Ana Karina Rocha, que estimularam e de alguma forma nos protegeram de retaliações.
Aos colegas Thomás Nizzo e Fumiko Kanegae que protocolaram a carta em Brasília.
Aos DA's e CA's da UNIRIO, UFOP, UFRB, UFBa e a Executiva Nacional dos Estudantes de Museologia - EXNEMU que enviaram suas reivindicações.



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: PRESIDENCIA 
Data: 25 de julho de 2013 10:17
Assunto: 
Para: "museologiabrasil@gmail.com"
Cc: "nizzio@gmail.com" , "fukanegae@gmail.com"

Prezados, encaminho em anexo, cópia digitalizada do Ofício Nº 369/2013/PRES/IBRAM, que versa sobre a resposta do Presidente deste Instituto, Sr. Angelo Oswaldo de Araújo Santos acerca das reivindicações feitas pelos estudantes e entidades estudantis museológicas e encaminhadas para este Instituto e para o Ministério da Cultura.

Solicito acusarem o recebimento.

Com os meus cumprimentos e sempre à disposição.

Att,


cid:image001.jpg@01CCE577.B75F3240

Angelo Oswaldo de Araújo Santos
Presidente
    

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Carta do Encontro Estadual dos Estudantes de Museologia do RS



No Encontro Estadual de Estudantes de Museologia do Rio Grande do Sul, ocorrido durante os dias 07, 08,09 e 10 de junho de 2013 na Casa de Cultura Mário Quintana, reuniram-se: a) estudantes de Museologia, Biblioteconomia, História, Direito, Letras, Engenharia da Computação e Artes Visuais da UFPEL, UFRGS, FURG e UFSM, bem como articuladores de coletivos estudantis de estudantes negros e LGBTs; b) membros da Rede de Pontos de Memória de Memória e Iniciativas Comunitárias do RS e representantes do Ponto de Memória da Lomba do Pinheiro, Ponto de Memória Missioneira, Ponto de Memória Vila União, Hohendorff e Parque Itapema e Museu Comunitário Treze de Maio; c)Rede de Educadores em Museus do RS; d) representantes do Conselho Regional de Museologia 3R e do Sistema Estadual de Museus do RS; e) museólog@s, profissionais de museus e militantes de movimentos sociais. Em conjunto, deliberam em coletivo:
 Constatamos a fragilidade no engajamento e participação da museologia, dos museus e das políticas que cercam esse segmento. Diante deste conjunto tão diversificado podemos notar que os estudantes e professores de museologia do estado do Rio Grande do Sul se fizeram minoria durante o encontro, esta falta de articulação é refletida no atual cenário dos museus e da museologia no estado do Rio Grande do Sul.
 Observou-se ao longo dos relatos a total falta de infraestrutura que o COREM 3° região atravessa, o que enfraquece o Conselho e gera consequências diretas no campo museológico e dos museus ; Atualmente, o COREM funciona através de um esforço extremo de uma gestão prolongada que passa por problemas em sua renovação pela falta de participação dos museólogos e das instituições museológicas que cotidianamente o negligenciam. O que é muito preocupante, pois, este é o órgão fiscalizador que pode promover garantias de manutenção e desenvolvimento dos museus, da formação e da profissão.
 Compreendemos que somente através da unificação dos discursos e da união das forças de professores, estudantes e profissionais conseguiremos estabelecer uma representatividade que tenha voz frente a esfera pública e privada no que diz respeito aos direitos dos museólogos, como:
 Abertura de concurso público nas esferas estadual, municipal e federal;
 Um basta na precarização da execução do trabalho que é de competência do museólogo e melhoria na infraestrutura dos museus;
 Garantias de provimento e plano de carreira aos museólogos e profissionais de museus nas instituições museológicas;
 Ampliação e qualificação dos trabalhadores, técnicos e profissionais dos museus.
 Manifestamos através deste documento total apoio aos estudantes do curso de museologia da UFSC que demonstra o total descaso e falta de comprometimento dos órgãos responsáveis por
garantir uma formação de qualidade aos estudantes de todo o Brasil. Este caso é um dos extremos, entretanto, não é o único que possui dificuldades como:
 Necessidade de professores qualificados a ministrar as disciplinas;
 Revisão das estruturas físicas e materiais, como de laboratórios e salas;
 Revisão do plano político- pedagógico;
 Fiscalização e transparência dos recursos, e da aplicação do Programa REUNI;
 Fiscalização e transparência da disposição de vagas para docentes e técnicos;
 Considerando o grande número de iniciativas comunitárias em memória e museologia social no Estado do Rio Grande do Sul, solicitamos ao Sistema Estadual de Museus, Secretaria de Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Governos Municipais uma atenção especial nestes processos comunitários, bem como, incentivo, promoção e fomento destas iniciativas. Nesse sentido, solicitamos uma audiência com o Secretário de Cultura do RS.
 Uma vez que a museologia social não está contemplada na programação do 13° FORUM Estadual dos Museus, que iniciará o debate do plano estadual setorial de museus que se realizara durante os dias 11, 12 e 13 de junho de 2013, solicita-se ao Sistema Estadual de Museus uma preocupação mais atenta com a geração do espaço específico para este debate.
 Exigimos por intermédio deste documento um posicionamento conforme suas especificidades de atuação do Sistema Estadual de Museus do Rio Grande do Sul, Rede de professores de museologia, dos coordenadores dos cursos de museologia do estado do Rio Grande do Sul frente a estas demandas de caráter emergencial. Também reiteramos a necessidade da participação conjunta de todos os estudantes do curso de museologia do estado para continuarmos nossa construção.
 Por fim, reiteramos os laços solidários estabelecidos desde o V Fórum Nacional de Museus entre estudantes de museologia e áreas afins, movimentos sociais, Pontos de Memória, Redes e outros manifestações de profissionais de museus preocupados com o desenvolvimento da museologia social no Brasil e no RS.

Porto Alegre, 09 de junho de 2013.

Integrantes do Encontro Regional de Estudantes de Museologia do RS

terça-feira, 28 de maio de 2013

Campinas Abrigará o Museu do Transporte Brasileiro

BLOG Professor Caverna



Um projeto grandioso, que reúne assinaturas de renome em arquitetura e museologia e que tem agora o desafio de arrecadar os recursos necessários para cumprir o cronograma previsto: estar pronto e à disposição do público em dois anos.
O Museu Brasileiro do Transporte prevê de 18 a 20 meses de trabalho intenso até sua conclusão. A criação e implantação do Museu Brasileiro do Transporte está a cargo da FuMtran, Fundação Memória do Transporte, entidade configurada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), ligada ao sistema CNT- Confederação Nacional do Transporte.

“Comprometido em levar informação e cultura para a sociedade, um museu é um forte pilar da educação em qualquer comunidade onde esteja presente. Assim como as artes e a literatura, um museu tem o papel de expressar uma cultura e contribuir para disseminar o que uma sociedade construiu ao longo do tempo”, destaca Elza Lúcia Panzan, presidente da FuMtran e gestora do projeto.

O Museu Brasileiro do Transporte nasce com essa missão. Pensado sob a luz do conhecimento e a partir da união dos maiores talentos em museologia, cenografia, história, arquitetura, marketing e gestão do mercado nacional. Único e sustentável, o Museu quer ser um espaço que traduza a complexidade e a riqueza de um setor visceral à economia nacional, o transporte.

O Museu Brasileiro do transporte será construído às margens da Rodovia Dom Pedro I, em Campinas (SP), atenderá a região, São Paulo e demais Estados e é privilegiada, pois está próxima de grandes rodovias, aeroportos e centros regionais do Estado. Para que a primeira fase do projeto ganhe fôlego e seja concluída em seis meses, são necessários cerca de R$ 17 milhões. A conclusão integral do projeto exigirá investimento de R$ 90 milhões, com captação a ser feita junto ao BNDES e com o apoio da iniciativa privada.

Projeto é aprovado na Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, e já
pode captar recursos para primeira fase
Na última reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), realizada em abril, foi aprovado o Projeto de construção do Museu Brasileiro do Transporte nos moldes da Lei Rouanet, lei federal de incentivo à cultura, sob a gestão do Ministério da Cultura. A aprovação pelo MinC é um certificado da qualidade do projeto e um aval aos patrocinadores interessados em alinhar sua marca a um grande e relevante Museu, utilizando parte de seu imposto de renda.

Com isso, o sonho caminha para tornar-se realidade. A partir de agora, pode-se dar início à captação de recursos junto a patrocinadores. Pessoas jurídicas, que poderão direcionar até 4% de seu IR devido à cultura; e pessoas físicas, com 6%; para a execução da primeira fase do projeto de construção e implantação do Museu Brasileiro do Transporte. Esta etapa, com orçamento aprovado da ordem de R$ 10 milhões, permitirá a execução de todos os projetos preliminares de arquitetura e engenharia, a limpeza e preparação do terreno (terraplanagem), montagem do canteiro de obras, obtenção dos alvarás e licenças necessárias à obra, administração, segurança, além da pré-produção de toda a dinâmica de exposição de suas obras (museologia, expografia e museografia). O Museu adotará um modelo inédito de exposição, com a interatividade das obras expostas com o público frequentador, por meio de recursos de multimídia de alta tecnologia. Valorizando a acessibilidade do público em todas as suas dependências, na parte externa haverá um moderno projeto de paisagismo e com total conforto para receber os futuros frequentadores. Também adotará as atuais normas de sustentabilidade e certificação, com valorização e preservação do meio ambiente de seu entorno. O período para execução dessa primeira fase será de 24 meses - de junho de 2013 a maio de 2015.

As fases seguintes serão objeto de novos projetos que serão submetidos oportunamente ao MinC. O Museu será erguido em terreno próprio da Fundação Memória do Transporte – FuMtran, com quase 19 mil metros quadrados, às margens da rodovia Dom Pedro I – km 143, na cidade de Campinas (SP), próximo a importantes rodovias da malha viária do Estado de São Paulo .

Conceito arquitetônico leva em conta ideia de movimento
Criar um espaço único, onde as pessoas possam vivenciar o transporte de maneira interativa, em uma experiência ímpar. Um ambiente limpo, onde a modernidade se expressa nas formas, impactando o visitante, sem roubar o brilho do próprio Museu Brasileiro do Transporte. Ao escritório Athié/Wohnrath coube a missão de desenvolver o conceito arquitetônico do novo museu. A proposta é uma obra que traduza toda a realidade do setor de transportes no Brasil em um terreno urbano, e ainda transformar parte desse espaço em um centro de convenções contemporâneo, flexível, voltado à comunidade, ao mercado e, conseqüentemente, ancorado em bases sustentáveis, de forma a tornar-se rentável. Aço, concreto e vidro conferem ao projeto elegância, força e transparência. O museu Brasileiro do Transporte será um espaço inteligente, moderno, democrático. Todos os aspectos do projeto foram pensados de forma a criar um conjunto que representará os elementos – Água, Terra e Ar, abrigando todos os modais do transporte – terrestre, aéreo, ferroviário e aquaviário.

Museologia - Extraordinariamente grande e complexo. Assim é o universo dos transportes no Brasil. A base para o desenvolvimento de um conceito de museologia é a pesquisa. A partir dela se aprofunda o olhar em aspectos históricos, sociais, culturais, estruturais e econômicos. Cada elemento precisa ser considerado e contextualizado para que se possa chegar a uma linguagem adequada e possa se escolher, então, a partir de que atributos se contará aquela história. Foi preciso elencar pilares dessa informação e organizá-la de forma que o conteúdo apresentado tenha valor, eduque, entusiasme, inspire e represente, com fidelidade, clareza e abrangência, o legado do transporte no Brasil. O desafio dessa etapa ficou para a arte3, escritório formado em que tem em seu currículo projetos como os predicados que o Museu do Transporte no Brasil exigirá: criatividade, contemporaneidade, tecnologia e, acima de tudo, respeito ao visitante.

À frente do conceito museológico, três fortes talentos desta área do país. Os profissionais da arte3, Pedro Mendes da Rocha, responsável pela cenografia -, e curadoria de Ana Helena Curti. Pedro Mendes da Rocha é arquiteto, autor dos projetos arquitetônicos do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, entre outros. Ana Helena Curti tem mais de 20 anos de experiência em assessoria e produção na área de marketing cultural. O conteúdo do Museu do Transporte no Brasil leva a assinatura do renomado professor Fabio Magalhães, museólogo e ex-curador-chefe do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Magalhães integra os conselhos da Fundação Padre Anchieta, da Fundação Bienal de São Paulo.

Mais informações para a imprensa:
Di Fatto Central de Comunicação
(11) 5052-3004 – Ana Paula Ignacio – paula@difattocom.com.br
www.difattocom.com.br

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Profissionalização d@ Museólog@ e Museologia Social - Encontro Estadual dos Estudantes de Museologia do RS

Encontro Estadual dos Estudantes de Museologia do RS

Já Estão aberta as inscrições para o Encontro Estadual dos Estudantes de Museologia do RS com o tema A Profissionalização d@ Museólog@ e Museologia Social que irá debater a profissão de museólog@ frente a iniciativas comunitárias em memória e museologia social. 


Agora reflita: 
@Estudante/Museólog@ está apto a trabalhar com Museologia Social?

Os Museus Comunitários Necessitam de Museólogos?

@ Estudante/Museólog@ está apto a trabalhar com políticas públicas?


Inscrições gratuitas para comunicações dia 10, 11 e 12 de maio!


http://www.estudantesmuseologiars.blogspot.com.br/

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Problemas!

Fonte: jdieckmann.blogspot.com 
A expansão da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) em novos projetos e cursos está extrapolando as suas sedes. A falta de espaço físico é um dos limitadores para que o curso superior em Museologia, aprovado em todas as instâncias, seja aberto. “Estamos aguardando um ‘sim’ para a contratação de três professores, porque todo o corpo docente restante nós temos, além de espaço físico para laboratórios”, diz a diretora da escola, Maria José Justino, que frisa ainda que existe um mercado de trabalho amplo para a área no país. “Há uma carência enorme de museólogos no Brasil e no Paraná. Temos três ou quatro profissionais com essa formação no estado.”
Recentemente, um dos professores da escola foi contemplado pela Fundação Araucária para instituir um laboratório de cor – a sala saiu, mas improvisada. “Estamos em uma situação precária. O patrimônio que a escola possui, como pianos e instrumentos caríssimos, está submetido a prédios sem nenhuma segurança.”

Fonte: Gazeta do Povo

Linguajar cuiabano vira patrimônio cultural


Fonte: Cuiabano Rede News

Linguajar e falar cuiabano, ou o ‘cuiabanês’, se tornou Patrimônio Imaterial de Mato Grosso. A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) decretou no último dia 22 o registro da forma de expressão como parte das comemorações dos 265 anos do Estado.
Desde então, os fonemas, vocabulário e expressões características da Baixada Cuiabana são protegidos pelo poder público do risco de desaparecimento. A ação foi feita por meio de uma portaria da SEC, já publicada no Diário Oficial do Estado, que visa iniciativas para que a forma de representação cultural tão característica de Cuiabá não se perca no tempo.
A doutora e historiadora Thereza Martha Borges Presotti é professora de História de Mato Grosso na Universidade Federal de Mato Grosso e encarregada da equipe do Projeto Inventário do Patrimônio Imaterial de Mato Grosso. Ela explica que patrimônio cultural não são somente os monumentos e as obras de arte e sim tudo o que carrega a identidade de um povo. “As festas, músicas, danças, os folguedos, as comidas, os saberes, fazeres e falares ou o que é popularmente definido como a raiz de uma cultura.“
De acordo com o texto divulgado no Diário Oficial do Estado, o linguajar cuiabano faz parte da história de Cuiabá e do estado de Mato Grosso, porém tem caído em desuso por grande parte de seus habitantes, permanecendo vivo apenas com os povos mais antigos e moradores ribeirinhos, que buscam preservar a história do sotaque.
A historiadora explica que o “cuiabanês” surgiu através da mistura do português arcaico (trazido por imigrantes do norte de Portugal) com o idioma geral (Tupi-Guarani) em meados do século dezoito, o que criou a tendência cuiabana de trocar o “ão” ao fim das palavras por “on”, por exemplo.
Porém, com o passar dos anos e a constante migração de pessoas do Sul e Sudeste do país, o linguajar foi perdendo força e se tornando motivo de piada da parte dos migrantes. “Ainda hoje o sotaque é por vezes ridicularizado. Mas com o registro, as pessoas vão poder parar de ter vergonha e passar a dar mais valor a algo que define tão bem a cultura local.”
Desde o ano 2000 o decreto 3.551 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) criou o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) e instituiu o Registro dos Bens Culturais de Natureza Imaterial. O PNPI viabiliza projetos de identificação, reconhecimento, salvaguarda e promoção da dimensão imaterial do patrimônio cultural. O “cuiabanês” se junta a outros patrimônios imateriais do estado como a arte de fazer a Viola-de-Cocho e o Cururu e Siriri.